Como otimizar a comunicação no monitoramento eletrônico

Entenda como as diversas interações entre pessoas e dispositivos e dispositivos e dispositivos contribui para a efetivação de um modelo de negócio escalável e um processo de monitoramento conectado.


A comunicação otimizada no monitoramento eletrônico é a chave para a busca pela eficiência. Sem uma comunicação clara, direta e rápida os recursos ficam comprometidos e a empresa cresce com muito mais dificuldade. Entender como funciona as diversas interações entre pessoas e dispositivos e dispositivos e dispositivos contribui para a efetivação de um modelo de negócio escalável e um processo de monitoramento conectado.

O processo de comunicação veio evoluindo com a sociedade em ritmo semelhante até o começo do século XX. Com o advento das novas tecnologias de informação e comunicação, foram adicionados novos agentes, a mensagem se tornou mais complexa e os meios de comunicação definitivamente passaram a influenciar a motivação das pessoas ao se comunicarem.

Mas e se além de pessoas, objetos também pudessem se comunicar, tanto com outras pessoas quanto com outros objetos? É o que promete o conceito de internet das coisas: dispositivos inteligentes conectados à internet que conseguem extrair dados do ambiente e enviá-los para processamento em massa.

Infográfico: Fluxo de comunicação IoT

Para a realidade corporativa, a comunicação se tornou a chave para a busca pela eficiência. Sem uma comunicação clara, direta e rápida os recursos ficam comprometidos e a empresa cresce com muito mais dificuldade.

Antes do uso da internet em um CFTV, por exemplo, era necessário ter pelo menos um operador no local monitorado, um arquivo físico de fitas de vídeo e um telefone. A qualidade das imagens era inferior e existia uma dificuldade muito grande em escalar o serviço, porque o custo com o cliente era alto, consumindo boa parte do lucro da empresa. A infraestrutura para o monitoramento de alarmes também era diferente, o tráfego de dados era realizado via linha telefônica. Qualquer problema com o serviço de telefonia poderia comprometer a qualidade do serviço de monitoramento.

Para o segmento de monitoramento eletrônico, portanto, a mudança dos meios de comunicação (sobretudo o uso da internet como base na infraestrutura) resultou em um novo modelo de negócio, agora escalável, conectado e com uma comunicação mais eficiente.

Comunicação no monitoramento eletrônico

A base da comunicação no monitoramento eletrônico é ainda realizada entre pessoas. São agentes do processo de monitoramento: o operador do sistema de monitoramento, que trabalha na central de monitoramento, o atendente, que trabalha verificando as ocorrências presencialmente, o técnico, que assume o papel de correção e prevenção de falhas no sistema de alarme e câmeras, e os clientes, que contrataram o serviço. Atualmente, existem no mercado para segurança eletrônica ferramentas mais eficazes para intermediar a comunicação entre todos esses agentes. Essas ferramentas permitem dois tipos de interação: entre dispositivos e pessoas e entre dispositivos e dispositivos.

Comunicação entre dispositivos e pessoas

Neste tipo de interação, os agentes que participam do monitoramento eletrônico estão em contato com interfaces gráficas via computador ou smartphone.

Os aplicativos entram nesse contexto, porque mantêm os usuários informados e podem, ou não, direcionar suas próximas ações.

A situação a seguir demonstra na prática esse tipo de interação. O VTR Mobile, por exemplo, é um aplicativo direcionado para o uso do atendente que está na viatura da empresa de monitoramento eletrônico. Quando uma ocorrência de roubo acontece, automaticamente o Sigma, sistema de monitoramento de alarmes da Segware, envia o evento para o aplicativo que comunica o atendente o local exato para verificação. São vários cenários possíveis de serem configurados, dessa forma o atendente não precisa se comunicar com o operador na central, a comunicação com o dispositivo (o app instalado no celular) já basta.

Outro exemplo de comunicação entre pessoa e dispositivo é por meio da URA (unidade de resposta audível), que funciona como um menu eletrônico. Neste caso, o cenário a seguir explica como acontece a comunicação. Se o arme do painel de alarme não é efetuado no horário programado, um evento é gerado no Sigma, que por sua vez encaminha uma solicitação para o software da empresa parceira que fornece a URA, a URA realiza uma ligação automática para o cliente final em questão solicitando que a senha padrão seja digitada. O cliente digita a senha padrão e informa o novo horário para o arme. Não houve necessidade de um operador da central de monitoramento ligar para o cliente, a comunicação via URA já resolve essa situação.

O Sigma também trabalha com uma comunicação visual através de recursos gráficos na tela de monitoramento para destacar eventos prioritários, tipos de eventos e operadores responsáveis. A comunicação visual, embora seja diferente da comunicação através da linguagem, também participa do processo de monitoramento eletrônico e, muitas vezes, consegue agilizar o início do tratamento do evento.

Comunicação entre dispositivos e dispositivos

Este tipo de comunicação é a mais frequente no monitoramento eletrônico, pois a todo momento o painel de alarme alocado no cliente está em contato com a central de monitoramento, as câmeras e os sensores também estão emitindo dados para o software de monitoramento.

A comunicação entre dispositivos e dispositivos é constantemente testada justamente para que não haja falhas de segurança para o cliente. Quando o sinal enviado por um dispositivo (seja o painel ou uma câmera) é perdido, por falha de bateria ou algum outro problema, é necessária uma visita técnica para restabelecer a comunicação. Neste caso, o Sigma consegue comunicar o técnico automaticamente através do aplicativo OS Mobile, mostrando uma ordem de serviço que menciona a data, o local e o que deve ser verificado na central do cliente. A criação da ordem de serviço pode, portanto, ser automatizada de acordo com a pré-programação escolhida pela central de monitoramento.

Outra maneira de comunicação entre dispositivo e dispositivo é através do tratamento automático de eventos. Quando ocorre uma queda de energia na cidade, por exemplo, são gerados inúmeros eventos de desarme seguido de arme. É possível configurar o fechamento automático de todos eles. Durante a queda de energia, o painel de alarme opera por bateria e isso também gera um evento. Quando a energia for restabelecida, esse evento também poderá ser automaticamente finalizado.

Através do cruzamento de dados enviados por diversos dispositivos também é possível determinar automaticamente a prioridade de tratamento dos eventos.

As possibilidades de configuração para comunicação entre dispositivos reduzem o tempo com tarefas repetitivas, o que torna a experiência de monitoramento mais adequada para o operador e, por consequência, aos demais agentes.

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